Como começar a jogar tênis: guia do zero para iniciantes
Como começar a jogar tênis do zero — o que você precisa, quantas aulas até o primeiro rali, quanto custa e os erros que fazem iniciante desistir cedo.
NasQuadras
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Neste artigo
Tem uma cena que se repete: a pessoa assiste a um jogo bom, se empolga, compra uma raquete numa promoção e... a raquete vira enfeite no canto do quarto. Começar a jogar tênis não trava por falta de vontade — trava por falta de um primeiro passo claro. Ninguém explicou por onde começar, então não se começa.
A ideia que costura este guia: você não precisa saber jogar pra começar — você precisa começar pra aprender a jogar. Tênis parece intimidante de fora (a raquete, o placar esquisito, aquela gente que já bate forte), mas por dentro é só um esporte que se aprende por camadas. Dá pra você estar rebatendo com prazer em poucas semanas se der os passos na ordem certa. Vamos a eles.
A resposta direta: por onde começar
Comece com aula — de preferência em grupo pequeno ou dupla — em vez de tentar aprender sozinho no YouTube. Não precisa comprar quase nada no início: uma raquete emprestada ou de entrada e um tênis de quadra resolvem. A meta das primeiras semanas não é "jogar bonito", é criar o hábito e sentir a bola. O resto vem.
Aprender sozinho é a forma mais rápida de pegar vícios que depois dão trabalho pra corrigir. Uma dezena de aulas com alguém que te posiciona certo desde o início economiza meses. Se ainda estiver na dúvida sobre valores, dá uma olhada em quanto custa uma aula de tênis — é mais acessível do que a maioria imagina, principalmente em grupo.
O que você precisa pra primeira aula (spoiler: quase nada)
A lista real do iniciante é curta, e essa é uma boa notícia pro seu bolso:
- Raquete: emprestada, alugada ou uma de entrada (R$ 200–400). Não compre a raquete cara do profissional agora — o modelo ideal depende do seu jogo, que você ainda não tem.
- Tênis de quadra: aqui vale investir um mínimo decente. Um calçado com boa aderência lateral evita torção e escorregão — as duas coisas que mais assustam iniciante.
- Roupa leve e água: sério, é isso. Nada de kit profissional.
- Bolas: o professor leva. Não é seu problema no começo.
Repare no que não está na lista: acessório caro, roupa de marca, corda especial. Iniciante que gasta demais no equipamento antes de saber se vai grudar no esporte costuma ser o mesmo que abandona — a culpa não é da raquete, mas o dinheiro gasto vira peso. Comece leve. Você atualiza o equipamento quando o tênis já for parte da sua rotina.
Quantas aulas até o primeiro rali de verdade
Todo mundo quer esse número, então vou ser honesto: depende do seu ponto de partida, do seu preparo físico e da frequência. Mas dá pra dar uma faixa realista. Com 1 a 2 aulas por semana, a maioria das pessoas consegue manter um rali básico (algumas trocas de bola seguidas) em torno de 6 a 10 aulas. Sacar com alguma constância vem um pouco depois.
O que acelera esse relógio não é talento — é regularidade. Duas aulas por semana batem, de longe, uma aula esporádica quando dá. O tênis é um esporte de memória motora: o corpo precisa repetir o movimento até ele virar automático. Quem some duas semanas volta pra trás. Por isso o segredo do iniciante não é intensidade heroica de vez em quando — é aparecer com constância. Sobre como manter essa rotina, a mensalidade ajuda mais do que parece (o compromisso pago te faz ir nos dias de preguiça).
Aula em grupo ou particular pra iniciante?
A intuição diz "particular aprende mais rápido". Na prática, pro iniciante, o grupo pequeno costuma ser melhor — e não é só por ser mais barato. No começo você precisa de repetição, movimento e diversão pra criar o hábito, não de correção milimétrica a cada bolada. O grupo entrega isso, e ainda coloca você pra jogar com gente do seu nível, o que é motivador e divertido.
Particular faz muito sentido em dois casos: quando você tem um objetivo específico e apressado, ou quando já pegou uma base e quer lapidar técnica com atenção exclusiva. Não existe resposta única — existe a que combina com o seu momento. Se quiser aprofundar essa decisão, veja aula de tênis individual ou em grupo.
Os fundamentos que você vai aprender primeiro
Pra você saber o que esperar (e não se frustrar por não sacar como o profissional na segunda aula), essa é a ordem natural pela qual o tênis se constrói:
- Postura e empunhadura — como segurar a raquete e ficar de pé. Base de tudo.
- Forehand (direita) — o golpe mais intuitivo, por onde quase todo mundo começa.
- Backhand (esquerda) — vem logo depois; parece difícil, depois vira natural.
- Movimentação — chegar na bola no tempo certo. Metade do jogo é pé, não braço.
- Saque — o mais técnico; leva mais tempo, e tudo bem.
- Rede e efeitos — voleio, slice, top. As camadas mais avançadas.
Não pule etapas nem cobre de si um saque perfeito na terceira semana. Cada camada apoia a próxima. Iniciante que quer bater forte antes de acertar dentro da quadra é iniciante frustrado. Precisão e constância primeiro; potência é consequência.
Os erros que fazem o iniciante desistir cedo
O tênis não abandona ninguém — as pessoas é que se sabotam com alguns erros clássicos. O primeiro é querer bater forte logo de cara: a bola voa pra fora, vem a frustração, vem o "não levo jeito". Força vem depois; comece controlando.
O segundo é aprender sozinho e catar vício que depois custa caro pra tirar. O terceiro, e talvez o mais comum, é a inconstância — treinar empolgado por duas semanas e sumir por um mês, voltando sempre pra estaca zero. E o quarto é se comparar com quem joga há anos na quadra ao lado; você está competindo com o seu eu de ontem, não com aquela pessoa. Quem entende esses quatro tropeços e desvia deles quase sempre chega no ponto em que o tênis "clica" — e a partir dali não larga mais.
Quanto custa começar (a conta real do primeiro mês)
Juntando tudo, a conta do primeiro mês pra sair do zero costuma ser: a mensalidade das aulas (bem mais em conta em grupo) + uma raquete de entrada + um par de tênis de quadra. A raquete e o tênis são gastos únicos; depois disso o custo recorrente é basicamente a aula.
Não é um esporte caro pra começar — essa é a parte que surpreende quem imaginava um hobby de elite. O maior "custo" do tênis não é dinheiro, é constância: aparecer nas semanas em que a empolgação inicial passou e o hábito ainda não se formou. Quem atravessa essa ponte de poucas semanas costuma ficar pra vida.
Onde encontrar aula perto de você
Sabendo por onde começar, falta o passo mais concreto: achar uma aula. Em vez de perguntar no grupo do condomínio e torcer, dá pra ver professores e academias da sua cidade lado a lado — com nota, modalidade e preço — e marcar a primeira aula com informação na mão.
É pra isso que serve o NasQuadras: procure uma academia perto de você ou um professor de tênis na sua cidade, filtre por aulas para iniciante, leia as avaliações de quem já começou ali e marque a experimental. O caminho entre "queria aprender tênis" e "tenho aula na terça" pode ser de poucos cliques — e é assim que a raquete deixa de virar enfeite.
Conclusão
Começar a jogar tênis é mais simples e mais barato do que parece de fora: aula em grupo, equipamento de entrada e constância nas primeiras semanas. Você não precisa saber jogar pra começar — precisa começar, aparecer com regularidade e deixar as camadas do jogo se empilharem no seu tempo.
Antes de deixar a empolgação esfriar, se pergunte: eu prefiro grupo (mais barato e social) ou particular pro meu objetivo? Consigo garantir duas aulas por semana nas próximas semanas? E qual professor ou academia perto de mim tem boas avaliações de iniciantes? Responda isso, marque a primeira aula, e daqui a dois meses aquela raquete não vai estar no canto do quarto — vai estar na sua mão.
Perguntas frequentes
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